quinta-feira, 27 de março de 2008

A saga do Acqualouco

Você esta tranquilamente no clube, descansando e se refrescando. De repente um sujeito muito estranho invade o local.
Ele chega muito simpatico comprimentando todas as pessoas e logo se acomoda em varias cadeiras e organizando seus pertencentes começa a se preparar para aproveitar um belo dia de sol.

Passa pela ducha, coloca uma adequada roupa de banho e vai desfrutar da maravilhosa piscina.


Aproveita o dia no clube para se bronzear, descolorir, saltar na piscina mas ops...calma aí tem um segurança de olho e não deixa ele fazer o que quer. O segurança esta sempre ali mandando ele fechar a ducha apos o uso, alertando para o uso do protetor solar, entre outros.



E assim ele vai aproveitando o clube, quase sem chamar a atenção, nenhum curioso percebe sua presença naquela enorme area da piscina.


O que? Você não sabe quem é ele?


Este é o ACQUALOUCO um palhaço aquatico que esta pronto para invadir sua praia (pode ser piscina também) a qualquer momento. Mas não se preocupe você nem vai perceber se ele aparecer por aí.


Radio Verão

Trabalhando no projeto de Higiene e Saúde do SESC Venda Nova a Tumblakatum pode colocar em pratica mais uma atividade muito criativa e que foi, é e continuara sendo um grande sucesso de publico e de critica, pois entrou no ar a RADIO VERÃO Onde a saúde é a principal estação.

Contando com a entusiasmada participação do grupo da Terceira Idade como os
Heróis da Limpeza.


A Radio Verão onde a saúde é a principal estação foi inaugurada dia 22/03/08 e conta com respeitados locutores e possui uma vasta programação sempre abordando assuntos de higiene e saude para um melhor uso da area do P.A:


  • BLITZ DO VERÃO,
  • CONCURSOS,
  • NOTICIAS DE ULTIMA HORA
  • RADIONOVELA ( Novela de grande sucesso Direiro de Nadar Chuá...Chuá...Chuá...)
  • ASTROLOGIA ( Com o famoso Jõao Floquinho),
  • DICA DO DIA
NÃO PERCA , A RADIO VERÃO VAI AO AR DIAS 29 E 30 DE MARÇO
FAIXA: PARQUE AQUATICO SESC / VN
HORÁRIO: 11:00 (29/03) E 14:30 (30/03)
PRODUÇÃO: CIA TUMBLAKATUM DE ARTE E CULTURA


domingo, 23 de março de 2008

PARA LEMBRAR: O MACACO MALANDRO



CLÉCIO - O LOBO E VÂNIA - A RAPOSA ESTÃO COM FOME

Uma montagem que gostava muito foi a do “O Macaco Malandro”. Apresentamos poucas vezes. Se não me engano a montagem foi em 2005. Esta peça mostrava a importância do entendimento na vida das pessoas e que quando elas não se entendem são enganadas facilmente.
O espetáculo foi dirigido por mim, o texto é da Tatiana Belinky e no elenco a Vânia Silvério fazia a Raposa, o Clécio Lima o Lobo e o Macaco era a Rachel de Oliveira.

O MACACO MALANDRO

O texto da peça o Macaco Malandro é da conhecida autora Tatiana Belinky.
A peça conta a história de um Lobo e uma Raposa que procuram a ajuda de um Macaco para resolver um conflito entre eles. O Macaco pela primeira vez julgará um caso, que é a polêmica divisão de um queijo entre o lobo e a raposa. Só que durante o julgamento, que traz humor, o juiz vai comendo o queijo e no final não sobra nada.
A peça mostra a importância do entendimento como responsável pela resolução dos conflitos . O principal tema é a falta de diálogo que coloca os dois animais em briga quando poderiam ter dividido o alimento amigavelmente.
“É uma peça que tematiza a falta de diálogo e respeito entre os seres”.

Clécio Lima - Lobo
Raquel de Oliveira - Macaco
Vânia Silvério - Raposa
Direção: Paulo Alves Faria


Escritora de sucesso
Tatiana Belinky nasceu na Rússia, em 1919, e veio para o Brasil aos 10 anos de idade, onde concluiu o Curso Comercial como secretária-correspondente nos idiomas português e inglês. Em 1948 passou a atuar como criadora, adaptadora e tradutora de peças teatrais infantis, com produção e direção do marido, o psiquiatra e educador Júlio Gouveia, para a Prefeitura de São Paulo. Entre 1952 e 1966 fez a primeira adaptação para televisão, na série “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato, à TV Tupi. Autora de mais de 90 livros, a maioria infanto-juvenil, Tatiana é pioneira na produção e na difusão da arte para crianças e uma das mais premiadas autoras do país.


ESTÃO SENTINDO UM CHEIRINHO DE QUEIJO MINAS


VÂNIA , A RAPOSA, ESTÁ CHEGANDO PERTO


É MEU... NÃO É MEU!!!!!!

SABE DE QUEM É O QUEIJO? É DO MACACO, RACHEL DE OLIVEIRA


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quinta-feira, 20 de março de 2008

Bertolt Brecht


Aos que virão depois de nós


Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Atores e produtores defendem lei própria para o teatro



Assim como o cinema, que já conta com a Lei do Audiovisual, o teatro também pretende ter uma lei própria de estímulo ao setor. Essa foi a posição defendida, nesta terça-feira (18), por atores e produtores teatrais, em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social. Durante o debate, apenas o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Celso Frateschi, levantou dúvidas a respeito da proposta.

Primeiro a defender a criação de uma lei específica para o teatro, o advogado e ex-ministro da Cultura Luiz Roberto Nascimento Silva apontou o "esgotamento" da Lei Rouanet e disse que o atual instrumento de benefícios fiscais para a cultura não atende às necessidades do teatro. Ele defendeu a aprovação de uma lei que venha a estabelecer a Secretaria Nacional de Teatro, um primeiro passo para a futura criação de uma Agência Nacional das Artes Cênicas, inspirada na Agência Nacional do Cinema (Ancine).

A atriz Regina Duarte recorreu a um exemplo familiar para sustentar o mesmo ponto de vista. Ela disse que seu filho estava saindo de casa, apesar do amor e da liberdade com que conta atualmente, porque pretendia ter sua própria vida e contar com um relacionamento de qualidade com a própria mãe, quando fosse visitá-la.

- Sinto que essa lei é um pouco isso: o teatro está querendo sair de casa e morar sozinho, porque hoje muitas vezes ele fica ali, perdido - disse Regina.

Representante do Conselho de Cultura do Rio Grande do Sul, Marley Bisol Caprara Danckwardt considerou o debate sobre a futura lei como um "ponto de partida". Em sua opinião, é preciso estabelecer um programa de apoio ao desenvolvimento teatral em todo o país, acompanhado da ampliação da rede nacional de teatros. Por sua vez, a produtora teatral de São Paulo Fernanda Signorini recordou que o teatro "ainda não é auto-sustentável". Por isso, observou, é preciso debater alternativas para o setor.

O presidente da Funarte concordou com o fato de que o atual "arcabouço legal" da área cultural seria "muito frágil". Ele questionou, porém, a necessidade de se criar um órgão novo, como a Secretaria Nacional do Teatro, ou mesmo se aprovar uma lei que conte com incentivos semelhantes aos da já existente Lei Rouanet. Frateschi também observou que 80,5% dos recursos obtidos com a atual legislação destinam-se à Região Sudeste e apenas 0,4% ficam na Região Norte. Além disso, criticou produtores que cobram ingressos muito caros e voltam a pedir recursos incentivados na produção seguinte.

A crítica foi respondida, em seguida, pelo presidente da Associação dos Produtores Teatrais do Rio de Janeiro, Eduardo Barata, que citou o sucesso da Lei do Audiovisual como argumento para a criação de uma lei própria para o teatro.

- Não somos burguesinhos que ficamos em nossos escritórios tomando uísque. Somos trabalhadores do teatro, que empregamos pessoas e pagamos impostos - reagiu.

Durante o debate, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) apresentou a sugestão de se incluir em uma futura lei sobre o setor uma maior integração entre o teatro e a educação básica, como forma de criar condições para o surgimento de novos artistas. A idéia recebeu o apoio do presidente da CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

- Quando toda criança tiver teatro e cinema na escola, nem será necessária uma Lei Rouanet, pois haverá uma demanda natural por atividades artísticas - previu Cristovam.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou a importância do teatro na sua formação durante a juventude e disse esperar que a atividade cresça em todo o país, e não apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse que estava "de início" a favor da nova lei, mas que poderia discutir o aperfeiçoamento da atual legislação. Por sua vez, o senador Paulo Paim (PT-RS) concordou com os atores e produtores teatrais sobre a necessidade de se criar um "espaço qualificado" para o teatro no país. A audiência foi acompanhada por atores e atrizes como Beatriz Segall, Odilon Wagner e Sérgio Mamberti.

Marcos Magalhães / Agência Senado

Troféu Gralha Azul premiou 11 peças.


Espetáculo de rua conquistou os principais prêmios

O espetáculo de rua “Aconteceu no Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem” conquistou os principais prêmios no troféu Gralha Azul 2008: Melhor Espetáculo, Melhor Direção para Roberto Innocente e Melhor Atriz para Martina Gallarza. Ganhou também o prêmio técnico de Melhor Adereço. O monólogo “Pessoalmente Fernando” e a peça “O Burguês Fidalgo” ficaram com três prêmios. Na 28ª edição, realizada na noite de terça-feira (11), foram inscritos 59 espetáculos, sendo que 26 concorreram nas dezoito categorias que compõem a premiação. Onze peças que estrearam em 2007 foram premiadas.

O ator Rafael Camargo, ganhou o prêmio de Melhor Ator por sua interpretação em “Pessoalmente Fernando”, onde disputava o prêmio com o ator Luis Melo, por “Daqui a Duzentos Anos” e Marco Zeni, protagonista de “O Burguês Fidalgo”. O espetáculo baseado na vida de Fernando Pessoa, foi premiado também na categoria Revelação, com seu diretor Áldice Lopes e levou o prêmio de Melhor Sonoplastia para Cesarti.

Já “O Burguês Fidalgo”, ganhou nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante, para Fernanda Magnani; Melhor Ator Coadjuvante, Luiz Bertazzo, e Melhor Figurino: Marcelo Salles. Os musicistas Edith Camargo e Marcelo Torrone foram os vencedores da categoria Melhor Composição Musical.

“Aconteceu No Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem” é uma produção do Ateliê de Criação Teatral – ACT. Escolhido pelo júri como o Melhor Espetáculo, recebeu, além do Troféu Gralha Azul, o Troféu Epidauro, concedido pelo Consulado da Grécia entre os espetáculos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através do Cônsul Honorário Professor Constantino Comininos.

A peça “O Olho D’Água”, dirigida por Fátima Ortiz, produção do Grupo Pé no Palco Atividades Artísticas, foi o único indicado para a Categoria infantil, ficando com o Troféu de Melhor Espetáculo Para Crianças. “Uma Estória da Nossa História”, produção de Neiva Camargo Iovanovitch Promoções Artísticas foi o Melhor Espetáculo Itinerante.

A cerimônia

Como é tradição na entrega do Troféu Gralha Azul, o teatro Guairinha ficou lotado. A cerimônia foi comandada pela atriz Raquel Rizzo e pelo ator Zeca Cenóvicz. Criado em 1974 pelos artistas Yara Sarmento, Waldir Manfredini, Edson e Delcy D’Ávila, o prêmio é concedido anualmente aos destaques do teatro curitibano. Desde 1983 a premiação é realizada pelo Centro Cultural Teatro Guaíra em co-promoção com o sindicato dos artistas, SATED/PR, e dos produtores teatrais, SEPED/PR. Os agraciados recebem uma estatueta em metal concebida pelo artista plástico Ivens Fontoura e uma quantia em dinheiro que varia de acordo com a categoria.

A comissão julgadora desta edição foi formada por Regina Vogue, Margie Rauen, Bia Reiner, Jane D’avila e Hermes Patzsch. Celia Regina Polydoro é a responsável pela Secretaria Executiva e Yara Sarmento, uma das criadoras do prêmio, faz a Assessoria do evento.
Além das premiações votadas pelo júri, foram premiados o cenotécnico Sérgio Richter, como Técnico do Ano, e o produtor Isidoro Diniz com Prêmio Especial por sua revelante contribuição em defesa dos interesses da classe teatral do Paraná.

Confira a relação dos premiados em todas as categorias:

Melhor Espetáculo e troféu Epidauro: "Aconteceu No Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem"

Melhor Espetáculo Para Crianças: "O Olho D’Água"

Melhor Espetáculo Itinerante: "Uma Estória da Nossa História"

Melhor Diretor: Roberto Innocente - "Aconteceu No Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem"

Melhor Atriz: Martina Gallarza - "Aconteceu No Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem"

Melhor Ator: Rafael Camargo - "Pessoalmente Fernando"

Melhor Atriz Coadjuvante: Fernanda Magnani - "O Burguês Fidalgo"

Melhor Ator Coadjuvante: Luiz Bertazzo - "O Burguês Fidalgo"

Revelação: Áldice Lopes - "Pessoalmente Fernando"

Texto Original ou Adapatado: Marcelo Munhoz - "Caninos Brancos"

Melhor Composição Musical: Edith Camargo e Marcelo Torrone - “Sobre Tempos Fechados”

Melhor Figurino: Marcelo Salles - "O Burguês Fidalgo"

Melhor Adereço: Roberto Innocente - "Aconteceu No Brasil Enquanto o Ônibus Não Vem"

Melhor Sonoplastia: Cesarti - - "Pessoalmente Fernando"

Melhor Iluminação: Waldo Leon - "O Sonho de Um Homem Ridículo"

Melhor Cenário: Márcio Innocenti - "Eu, Joana"

Melhor Maquiagem: Cristóvão Alencar - "Butterfly"

Melhor Coreografia: Salete Ukachinski e André Meirelles - "Tanguapo"

por GAZETA DO POVO ONLINE


terça-feira, 18 de março de 2008

Tem quem acredite que muitas vezes
a fantasia se mistura tão misturadinha com a realidade
que depois fica dificil desembaralhar as cartas do
baralho da vida.
Melhor então deixar o coração mais solto,
como um barco ao sabor das águas,
até que outro rio surja na luz da manhã
e a gente também possa ser um outro tecelão
fiando uma história nova...
Extraido do livro "O Encantador de Pirilampos"

Por que Cantamos

Para todos um belo poema de Mário Benedetti

Por que cantamos

Se cada hora vem com sua morte,
se o tempo é um covil de ladrões,
os ares já não são tão bons ares,
e a vida é nada mais que um alvo móvel
e você se perguntará por que cantamos...

Se nossos bravos ficam sem abraço,
a pátria está morrendo de tristeza,
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha
Você perguntará por que cantamos...

Cantamos porque o rio esta soando,

e quando soa o rio / soa o rio.

Cantamos porque o cruel não tem nome

embora tenha nome seu destino.

Cantamos pela infância e porque tudo

e porque algum futuro e porque o povo.

Cantamos porque os sobreviventes

e nossos mortos querem que cantemos.

Se fomos longe como um horizonte,
se aqui ficaram árvores e céu,
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro
Você perguntará por que cantamos...

Cantamos porque chove sobre o sulco

e somos militantes desta Vida

e porque não podemos, nem queremos

deixar que a canção se torne cinzas.
Cantamos porque o grito só não basta,
e já não basta o pranto, nem a raiva.
Cantamos porque acreditamos nas pessoas
e porque venceremos a derrota.
Cantamos porque o sol nos reconhece,
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta...


Mario Benedett

sexta-feira, 14 de março de 2008

PALCO DE QUESTIONAMENTOS

DRAMATURGO POLIVALENTE

Falar sobre Aimar Labaki não é uma tarefa fácil, até mesmo para quem acompanha seu trabalho de perto. “Labaki é talentoso, escreve para TV e teatro, dirige e trabalha muito”, afirma o autor e diretor Fauzi Arap, amigo e “guru” de longa data. “Classificá-lo, prendê-lo a um adjetivo diminuiria a amplitude artística que enxergo nele”.

Paulistano de 47 anos, Labaki começou a fazer um curso para atores aos 18 anos, quando ingressou na faculdade de Direito. Trabalhou com publicidade, cinema e como assistente de direção e iluminador teatral. De 86 a 90 atuou como crítico. Também escreve ensaios, faz palestras, curadoria e consultoria de festivais.

Estreou como dramaturgo e diretor em 1992, com “Tudo de Novo no Front”. O primeiro diretor a encenar sua obra foi Gianni Ratto, que em 1998 levou aos palcos “Vermouth”. De lá para cá, já foram dez textos montados por outros artistas e cinco obras dirigidas por ele. Além de “MSTesão”, também assina a direção de “Os Passageiros”, de Flávio Goldman, com estréia prevista para este semestre.

Indicado ao Prêmio Shell no Rio na categoria de melhor autor (por “Campo de Provas”), o dramaturgo Aimar Labaki estréia hoje o espetáculo “MSTesão”, escrito e dirigido por ele, no Sesc Consolação, em São Paulo. A peça, sobre um jovem (Murillo Carraro) que quer posar nu para uma revista gay para salvar o acampamento de sua família e é impedido pelo tio comunista (Mario Cesar Camargo), é uma exceção na vida de Labaki. Apesar de transitar pelas duas funções, desde 1992 ele não comandava uma obra de sua autoria.

Vem preferindo, da platéia, descobrir os caminhos que suas histórias tomam com outros artistas. Mas, seja como autor ou como diretor, seu trabalho está longe de ser entretenimento. Ele quer incomodar.

Como é ter sua obra dirigida por outro artista?

Em geral, é melhor, porque posso descobrir coisas que não sabia que estavam lá. O que escrevo pode germinar várias vezes. E terá a cara dos artistas, do momento, do lugar onde está sendo feito e da platéia com quem vai dialogar.

Quando dirijo, perco a chance de descobrir as mensagens que escrevi involuntariamente, que vieram do inconsciente ou que surgem como reação da relação com outros artistas.

MSTesão” é uma exceção?

Sim. Resolvi dirigi-la porque tive uma idéia de encenação que me entusiasmou Trabalhei como se o texto não fosse meu. Nos ensaios, mexia nas falas e dizia aos atores: “Tudo bem, o autor não está aqui. Vamos priorizar a encenação.”

É difícil abordar uma temática social-política?

Sim, mas não falo de política partidária, mas de questões mais amplas. Qual a relação de corpo e imagem? Quando alguém usa a sua imagem está usando você? O que é mais evasivo: tocar no seu corpo ou tocar na sua imagem? Essas são indagações políticas mais instigantes do que saber se um deputado ou senador roubou ou deixou de roubar.

Como é possível aproximar o público do teatro intelectualizado?

Com educação. Os teatros de Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa, Antônio Araújo são arte. Há dramas realistas que são entretenimento. Cada um tem seu valor. O problema é que tratamos os dois segmentos como um só. Arte necessita de um espectador ativo; entretenimento, de um passivo – o tipo que as nossas escolas formam hoje. As pessoas

não sabem ler, portanto, acham literatura chata. É o mesmo dilema do teatro. Na escola, não há acesso a texto teatral, as crianças não conhecem o código. Se o espectador vai a um teatro de qualidade, cria repertório e, naturalmente, o olhar necessário para entender aquilo.

E se a primeira experiência em teatro for ruim?

É constrangedora, pois o artista está presente fisicamente. Mas, se for prazerosa, pode ser mais forte do que em todas as outras artes, porque põe dois corpos presentes no mesmo espaço numa era de computador, mensagem instantânea e TV a cabo. Nada substitui esse prazer. E não importa o assunto da peça. O tema é sempre sobre o que há em comum entre o ator e o espectador. Não há peça boa que não fale a você. Quando o teatro acontece, é uma experiência estética insubstituível.

O que leva você a escrever uma peça?

A vontade de achar a forma certa de formular certas perguntas. Para compartilhar minhas dúvidas e minha angústia. O meu teatro é para o espectador sair de lá com mais dúvidas do que entrou. Tenho que despertar uma estranheza; quero estimular as pessoas a fazerem a mesma pergunta que coloco no palco, na vã esperança de que elas encontrem a resposta.


Fonte: Globo Teatro

Dia mundial do Rim

Ontem, dia 13/03 foi o dia mundial rim, e Leco e eu fomos contratados pra fazer uma animação na hemodialise. Leco foi para Santa Casa e eu no Hospital da Baleia.
Aquelas pessoas que frequentam aquele hospital 3 vezes por semana, durante 4 horas por dia filtrando o sangue , recebeu minha presença com muito carinho, e pude ver o quanto muitos deles têm uma enorme alegria de viver. Alguns poucos pacientes estavam mais debilitados que os outros, mas a luta pela sobrevivencia é igual pra todos eles.
Eu, de palhaça Catita que fui achando que faria animação para criança me vi diante de um monte de adultos e me enchi de alegria ao despertar sorrisos e aliviar um pouco o dia daqueles que nem ao menos sabiam que era o dia mundial do rim.
Foi com certeza uma experiencia maravilhosa, uma lição de vida, de amor e de esperança.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Cigarra e a Formiga no PIC

Neste ultimo domingo dia 09/03 a Tumblakatum se apresentou mais uma vez no PIC (Pampulha Iate Clube) desta vez com a peça "Seu Ciagarra e D. Formiga em Voando pro Dentista". Vejam que maravilha de cenario!

Com esta vista privilegiada montamos nosso cenario e apresentamos.

E depois da apresentação Seu Cigarra e a Formiguinha acharam que estavam de ferias. Afinal não é todo dia que se tem uma vista maravilhosa como esta.


Depois disso eles sumiram e até agora não sei o que aconteceu se eles foram morar na mata da Pampulha ou se ficaram disfarçados de um associado usufruindo do Parque Aquatico e das quadras do PIC, talvez resolveram aprender a jogar tênis.

Agora só nos resta esperar até a proxima apresentação.


terça-feira, 11 de março de 2008

Sonhos....

Hoje começo escrevendo neste blog, mais uma ferramenta importante para nossa Cia. Tumblakatum, mesmo não sendo um dia fácil , como tantos dias difíceis que passamos, na dificil tarefa de fazer arte .Hoje vivenciamos uma daquelas dificeis situaçoes em que depois de termos esgotado nossas ideias na construção de um bom projeto, repito: um bom projeto, tivemos a noticia que a verba foi cortada pela metade.
Mas como diria o profeta que não era padeiro.....Nem só de pão vive o Homem , mas também de sonhos....

Troféu Gralha Azul

28ª Edição do Troféu Gralha Azul.
Os artistas, técnicos e produtores do Paraná aguardam com ansiedade a revelação dos premiados com o Troféu Gralha Azul, 28ª Edição/2007, que será nesta terça-feira, dia 11. A cerimônia será no Guairinha, às 20h30, e será presidida pelos atores Raquel Rizzo e Zéca Cenovicz. A Entrada é franca, limitada à lotação do Auditório.
Dia 11 de março às 20h30 no Guairinha.

Dia da Mulher

Lembro que em 2005 montamos no teatro do Sesc Venda Nova a peça “Cantata Mulher”. Este espetáculo-poema foi realizado em homenagem as mulheres dentro do Projeto Fórum Mulher. No palco as atrizes “Vânia Silvério”, “Rachel de Oliveira “ e “Vilma Silvério”. Direção e Iluminação de Paulo Alves Faria e a operação de luz de Clécio Lima. A seleção dos poemas foi feita pela Vânia e pelo diretor. Olha que time de poetisas: Ana Cristina César; Eugenia Corazon; Cecília Meirelles; Clarice Lispector ; Cora Coralina; Florbela Espanca e Marina Colasanti entre outras . Aqui uma pequema mostra destes belos poemas.


O dia amargo da mulher
Eugenia Corazon


Ainda que o prazer me seja negado

Que na África meu clitóris seja cortadoa sangue-frio

para extirpar definitivamente o mal que trago em mim.

Que em outros orientes me cubram de negro

e me concedam apenas o vão que deixa

o mínimo ar da vida entrar.

Ainda que meu corpo pecador

seja molestado desde a puberdade.

Que no norte do Brasil eu seja leiloada

para o prazer dos coronéis.

Que meu corpo seja exibido

como suculento presunto.

Que eu faça sexo pelos cantospara poder comer.

Que a baba do desejo dos homens

escorra do canto de suas bocaspara meus seios.

Que o passeio no meu corpo

seja o turismo do estrangeiro

que vem ao Brasil. A

inda que meu canto de tristeza

não seja ouvido.

Que meu homossexualismo

seja pecaminoso e perseguido.

Que a canção do meu amor

tenha que ser sussurrada para minha amada.

Que eu seja surrada até a morte por amá-la.

Ainda que meu corpo não seja meu.

Que me mandem ter filhos

que não quero ter.

Que me neguem o aborto

e me mantenham a bordo

dessa nau de loucos.

Ainda que me concedamo status de consumidora.

Que me paguem menos que aos homens.

Que eu dê minhas forças ao marido

explorado quando ele volta ao lar.

Que meu marido mui generosamenteme transmita a Aids.

Ainda que minha revolta seja loucura.

Que minha loucura seja feitiçaria.

Que a fogueira esteja sempre pronta

para curar minha tensão pré-menstrual.

Ainda que minha cordialidadeseja tomada por submissão.

Que meus direitossejam tidos como atrevimento.

Que eu seja a mais negra.Que eu seja a mais pobre.

Ainda assim eu resisto.

Eu sorrio.

E meu sorrisoé o mais forte e radiante

brilho desse pequeno universo.

Lua Adversa

Cecília Meirelles

Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida,fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases, como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...

Sexta-feira à noite

Marina Colasanti



Sexta-feira à noite

os homens acariciam o clitóris das esposas

com dedos molhados de saliva.

O mesmo gesto com que todos os dias

contam dinheiro

papéis documentos

e folheiam nas revistas a vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite

os homens penetram suas esposas com tédio e pênis.

O mesmo tédio com que todos os dias

enfiam o carro na garagem

o dedo no nariz

e metem a mão no bolso para coçar o saco.

Sexta-feira à noite

os homens ressonam de borco

enquanto as mulheres no escuro encaram seu destino

e sonham com o príncipe encantado.





Só hoje estou participando deste blogger Então um pouco atrasado um Feliz Dia das Mulher para todas as mulheres do mundo.



Paulo Alves Faria

Silêncio

Desculpem...
Por hoje me calo.



Me sinto sozinha dentro destas linhas.

sábado, 8 de março de 2008

Hoje

Só por hoje permita que eu grite, que eu berre e enlouqueça.
Só por hoje permita-me esqueçar das tristezas, desilusões, fracassos, preocupações.
Permita-me viver intensamente sem me preocupar com o amanhã, com o futuro ou as consequencias dos meus atos.
Só por hoje permita que eu fale, que erre, contradiga ou me cale.
Permita-me ser o que sou e o que não sou, o que quero ser e o que não posso ser.
Só por hoje permita-me apenas viver.
Viver a vida, a arte e o amor.

sexta-feira, 7 de março de 2008

A realidade nossa de cada dia

As cenas que presenciamos quando visitamos as escolas são marcantes. Esta semana vimos um pai agressivo que dizia não ter tempo pra perder com filho porque estava matriculando sua filha de 14 anos na escola porem levou uma copia da certidão de nascimento que não aparecia o nome da estudante e um comprovante de residencia desatualizado. A secretaria da escola se esforçava para conversar mas ele parecia não querer entender o que ela explicava e se empenhava em humilhar sua filha mandando que "calasse sua boca" para não cair em contradição (palavra esta usada inumeras vezes, parecia que ele acabara de conhecê-la). A cena se seguiu por minutos a fio, com direito a palavroes. A secretaria teve uma imensa paciencia diante desta dificil situação. Me lembro de ter estranhado quando cheguei a presença de grades na janela de atendimento da secretaria mas depois , tudo estava explicado. A estudante parecia ter ficado sem estudar no ano passado, sua mãe é separada do pai, e ele se orgulhava de "tomar conta" dos filhos.
Em outra escola um professor de matematica e uma coordenadora questionava o comportamento de um aluno e insistia em indagar a sua situação familiar. O menino mora com a irma, a mae não sei dizer o que acontecera, e o pai parece ter sumido e nunca te-lo procurado. O professor que podia simplesmente ter passado um sermão no menino e aplicado uma ocorrencia preferiu conversar e foi descobrindo o que a ausencia de um pai pode fazer com uma criança. O menino estava desmotivado para o estudo, tentara fugir de casa uma vez, dizia gostar muito da irma mas não via muito sentido em sua vida. Enquanto o professor argumentava o que seria da vida dele se continuasse com aquelas atitudes e fazia perguntas a respeito de sua pai seus olhos se encheram de lagrimas e confesso que a cena partiu meu coração. O menino sentia que o pai há muito tempo não o procurava, quando o professor disse ao menino que "um dia seu pai ira te procurar, mesmo que seja daqui a muito tempo e vc tem que dizer a ele que conseguiu seguir com sua vida, que foi um bom aluno e que constitui uma bela familia" pude ver o quanto todas aquelas palavras tocaram o seu coração.
Além de outros casos como a aluna que namora traficante e a escola fica vulneravel tendo que medir suas ações, onde o trafico em muitas das vezes é o que sustenta as familias de muitos alunos.
Estas são umas das realidades que enfrentam nossas escolas. Escolas que devem ser formadoras de cidadãos, que devem levar informaçoes, promover reflexoes. Mas como enfrentar a realidade? Como promover uma campanha contra as drogas onde os alunos são sustentados por ela? Como saber as dificuldades que os alunos enfrentam e como elas interferem no comportamento escolar? Será que algum programa educacional tem se preocupado com a saúde emocional dos seus estudantes?

segunda-feira, 3 de março de 2008


A Onça e o Bode
Esta é uma das divertidas peças que compõem o projeto Teatro Infantil Itinerante.
A magia de encenar historias...