quinta-feira, 12 de junho de 2008

Afro-negão

Afro-negão

Hoje no Brasil se fala de igualdade social, da integração racial, de que não a preconceito no país, pois somos todos descendentes de negros índios, etc, etc. pode ser por um lado, mais para mim que sou negro que sinto e vejo esse preconceito posso falar de cadeira cativa. Um dos maiores preconceitos hoje e a “vaga” (cota) na universidade para negros índios e por ai vai. Veja bem, querem dar 10% das vagas das universidades para serem destinadas (distribuídas) aos afros descendentes. Pois ora veja. O que vai levar os afros-descendentes e a população pobre do país as universidades não são as cota, e sim condições de moradia e alimentação, uma boa escola publica onde o aluno posa estudar sem se preocupar a hora em que vai acabar a aula para não ter que andar quilômetros em ruas escuras sem asfalto correndo o risco de ser assaltado e ou violentado, pois não a segurança nas ruas à noite e nem mesmo de dia. Uma escola publica aonde o aluno sai preparado para fazer um curso superior com igualdade aprendizado dos alunos que vêem de escolas particulares. O que eles querem dizer com (cota) e o mesmo que dizer; vamos dar vagas nas universidades para os negros índios e pobres por que eles são burros e não tem capacidade de passar em uma prova, e de quebra vamos diminuir um naco dos nossos impostos. Não que eles não tem e dinheiro para pagar uma mensalidade de R$ 550,00 ou comprar livros caríssimos para estudar. Mas ai vem alguém e diz; -Preconceito? No Brasil? Isso não existe.
Pois bem vou contar um fato inusitado que aconteceu comigo em 2003.
Eu estava no ônibus voltando do trabalho para casa. O ônibus estava cheio como de costume então vogou um lugar e eu logo me sentei, depois de uns cinco minutos que eu estava sentado o companheiro de banco virou para mim e disse num tom agressivo; -eu não gosto de preto. Bom eu levei um choque porque ate aquele momento eu nuca avia escutado essa frase de uma pessoa desconhecida e ainda mais com toda aquela agressividade. Mas eu respondi à altura; -E eu com isso. Não to nem ai pra você.
- Eu não gosto de preto e não quero que você fique do meu lado.
- Pois então o senhor pode levantar e dar lugar pa outra pessoa sentar porque eu não vou levantar.
Nos já falávamos em um tom muito alto e chamávamos a atenção de todo o ônibus.
- Você e muito folgado seu crioulo.
Disse ele já gritando.
- Você também e então empatamos!
Trocamos vários elogios e ele estava cada vez mais nervoso, e eu também já estava perdendo a paciência, por fim eu disse a ele.
- O negocio e o seguinte, se você esta incomodado sai do ônibus porque eu não vou sair e se você quiser ficar de longe preto e só pegar um táxi ai você vai poder escolher a cor do motorista, ou melhor, ainda compre um corro. Ele não se moveu mais alguns pontos depois ele desceu. Ai veio uma moça que estava perto e pediu para sentar e falou;
- Você se importa se eu assentar-me ao seu lado?
- De maneira alguma, fique a vontade!
Passado alguns minutos ela disse bem baixinho para mim.
Eu não gosto de preto, (e riu).