Só hoje tenho forças pra escrever o que foi o dia 05/05/08. Como puderam ver no texto abaixo comemoramos 4 anos de Teatro Infantil e neste mesmo dia tivemos 3 apresentações em uma Escola Municipal.
Foi dificil...muito dificil...
No turno da manha foram 2 apresentações da peça Mil Grilos, uma peça sobre educação afetivo sexual, mais algumas dinamicas recreativas, uma proposta inteligente da escola para entreter os alunos enquanto eles fazem reuniao. Porém... adolescentes entre 11 e 14 anos...acharam que estavam num estadio de futebol. O assunto que é muito interessante pra eles foi absorvido por poucos que se esforçaram para escutar e prestar atenção pois o resto...e tudo culpa de uma minoria mau educada que não sabe se comportar e se aproveitaram da ausencia de professores para badernar todo o tempo. E o pior o Diretor que estava presente, sem voz ativa, não conseguiu por ordem nos alunos.
Quantas vezes pedimos silencio...Afe!!! Por favor, uma voz não pode competir com 200! Ora!! Inutil!! Deixaram o ouvido em casa junto com a educação e o respeito.
Otimo, como demorou a acabar aquele turno da manha, mas interminavel mesmo fora aquele dia.
Pobre ilusão: "Não, agora a tarde será muito melhor, são 350, mas são crianças de 6 a 10 anos, eles se comportam. A peça A Onça e o Bode vai prender a atenção".
De fato, os primeiros 25 minutos de peça parecia que estavamos no paraiso, uma atenção exemplar, silencio, risadas, lindo, até que... uma criança levanta, tampa a de tras, a outra começa a falar, e falam, levantam, falam, a vice diretora me pedindo para mandar eles acentarem, e eu de cegonha em cena peço que se sentem sem sair do texto nem do personagem pra nao perder a magia da peça. Ufa!!! Sentaram, silencio. Mas...poucos minutos depois...
Meu Deus o que é isso? Que escola é essa? Alunos que tem oportunidade de participar de atividades tão bacanas, diferentes, divertidas, e não sabem se comportar.
No final, tive que pedir socorro pro Clecio desesperada, pois uma criança me abraçou por tras e me apertava com os dedos bem na boca do estomago que eu já perdia a respiração, e tantas outras em volta me puxando e querendo abraço. Muito carencia, só queriam um contato um carinho...mas eu sentindo dor e sem respirar, aí, que dia. Vilma sendo rodeada de mais crianças que queriam pegar o material de cena, Leco mandando eles sairem da quadra, Clecio me socorrendo e sendo puxado também, e aquele dia que pareceu ter 38 horas, acabara em fim. E ainda bem, continuamos vivos.
Já tinhamos passado por situaçoes dificeis mas uma atras da outra, em um unico dia, foi uma vitoria termos conseguido desenvolver todo o trabalho em que nos propomos mas ficamos muito chatiados em ver que ele não foi aproveitado como deveria...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
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